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Reputação Digital

A indicação boca a boca não morreu. Ela mudou de endereço.

Por Kizy Matos12 de agosto de 20265 min de leitura

80% dos pacientes escolhem um médico com base em avaliações online, segundo o Panorama da Saúde 2025 da Doctoralia. O boca a boca que sempre encheu agendas de consultório agora acontece em público, por escrito e de forma permanente, no seu Perfil da Empresa no Google. Cuidar dessa reputação é parte do exercício profissional, não vaidade digital.

Todo médico bem estabelecido conhece a força da indicação. Foi ela que construiu a maioria das agendas cheias deste país, muito antes de existir Instagram. O que mudou não foi o mecanismo, foi o palco. A recomendação que antes acontecia no almoço de família agora fica registrada, pública e pesquisável, no perfil do Google que aparece quando alguém digita o seu nome.

Os números mostram o tamanho dessa virada. Segundo o Panorama da Saúde 2025 da Doctoralia, 90% dos pacientes usam a internet para procurar especialistas e 80% escolhem com base nas avaliações de outros pacientes. Só no Brasil, mais de 1,13 milhão de avaliações de pacientes foram publicadas em 2024. E uma pesquisa da Software Advice indica que 84% das pessoas confiam em avaliações online tanto quanto em uma recomendação pessoal.

Leia essa última frase de novo. Para o paciente que ainda não te conhece, um comentário de um desconhecido no Google vale o mesmo que a palavra de um amigo.

O primeiro consultório que o paciente visita é a tela do celular

Antes da primeira consulta, existe uma consulta silenciosa: a pesquisa. O paciente compara nota, lê o que outras pessoas escreveram, observa se a clínica responde aos comentários, olha as fotos do espaço.

Nessa etapa, um perfil desatualizado, sem respostas ou com meia dúzia de avaliações antigas comunica algo, mesmo sem dizer nada.

Aqui vai uma opinião nossa, que repetimos com frequência: o médico que construiu autoridade real ao longo de anos de estudo não pode aceitar que a primeira impressão digital dele seja menor do que ele é. Reputação não se improvisa, e no Google ela também não se compra. Se constrói, com consistência.

O que fazer, dentro da ética

A boa notícia é que a reputação digital se administra com método, e sem esbarrar na Resolução CFM nº 2.336/2023. Alguns princípios:

1. Mantenha o Perfil da Empresa no Google completo e vivo. Endereço, horários, telefone, fotos reais do consultório, especialidade e RQE. É o seu cartão de visitas mais consultado, mais até do que o Instagram.

2. Peça avaliações do jeito certo. Convidar o paciente a compartilhar a experiência de atendimento é legítimo. O que não se faz é oferecer vantagem em troca, direcionar o que deve ser escrito ou usar depoimentos que prometam resultado.

3. Responda, sempre. Agradeça as avaliações positivas com sobriedade e responda as negativas com respeito, sem expor dados do paciente e sem discutir o caso clínico em público. A resposta não é para quem escreveu, é para quem vai ler depois.

4. Nunca invente. Avaliação comprada ou fabricada é risco ético e, quando descoberta, destrói exatamente o que você tentou construir.

Perguntas frequentes

Médico pode pedir avaliação no Google?

Pode. O que a ética médica veda é condicionar, recompensar ou direcionar o conteúdo da avaliação, e usar depoimentos com promessa de resultado. O convite espontâneo ao final de uma boa experiência é legítimo.

Avaliações no Google ajudam no posicionamento nas buscas?

Sim. Perfis com mais avaliações e respostas ativas tendem a aparecer melhor nas pesquisas locais, o que aumenta a visibilidade do consultório para pacientes da região.

Como responder a uma avaliação negativa sem ferir o sigilo?

Com uma resposta breve, respeitosa e genérica, que reconheça o incômodo e convide a pessoa a resolver pelo canal privado. Nunca confirme que a pessoa foi paciente nem comente detalhes do atendimento.

Fontes: Panorama da Saúde 2025 (Doctoralia) e pesquisa Software Advice.

#MarketingMédico#ReputaçãoDigital#GoogleMeuNegócio#AvaliaçõesOnline#CFM#SaúdeDigital
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